George Orwel dissera há 60 anos que “enquanto tomarem consciência não se revoltarão”, hoje não teria mais razão. O povo vive anestesiado, formatado, obrigado a aceitar a informação fornecida pelos meios de comunicação social, meios de comunicação esses pertencentes aos grandes grupos económicos e, desse modo, ao serviço do capitalismo. Trabalhando 8 ou mais horas diárias, a população não encontra tempo nem paciência mental para seleccionar a informação. Em casa, no café ou no cinema a chamada classe média, dominante (ainda) a nível de maior participação, consome os produtos oferecidos pelas chamadas “globalização” “cultura de massas”. Tais não passam duma obrigatoriedade mundial, sob pena de exclusão da sociedade comum, de frequência de cadeias de fast-food americanas, de consumo de coca cola, de visionamento de filmes sem qualidade mas com a chancela de prémios sem credibilidade (ai Oscar, o que já foste e o que és!) provenientes de Hollywood ou de consumo musical de fraco nível mas detentora, por detrás, de forte poder monetário das editoras majors. Ou seja, esses dois termos não reflectem a própria literacia mas sim uma mundialização do american way of life, os mesmos que invadiram o Iraque e o Afeganistão sem motivos bélicos explicáveis.
Tal como modos de vida e mass media, também o sistema económico americano foi exportado mundialmente. O capitalismo tornou-se o sistema obrigatório de grande parte da população mundial, contudo não foi ela que escolheu viver esse sistema. Democracia? Dizem que sim… Democracia? Dizem que sim… Recentemente os principais suportes do sistema capitalista, os bancos privados, entraram numa espiral de falências cuja única solução encontrada foi o investimento estatal e consequentes nacionalizações. Como é sabido o capitalismo opõem-se à intervenção do Estado e à nacionalização dos meios de produção mas hoje necessita deles para sobreviver. Mais um contra-senso, o investimento privado a necessitar do dinheiro dos contribuintes para se manter activo. Mais uma vez a voz do cidadão comum não foi ouvida.
Esta crise financeira agrava uma crise social cada vez mais evidente que coloca pontos de interrogação na classe média antes de lhe colocar um ponto final. A crescente subida das taxas de juro torna a situação económica de muitas famílias incomportável, ao mesmo tempo que favorece os despedimentos e consequentes miséria social e procura do lucro fácil (crime, prostituição, tráficos, burlas, etc.). A este números há que juntar a pobreza de que os países de submundo sofrem, vítimas da colonização (primeira forma de capitalismo) e dos negócios das grandes potências que se juntam em cartel mas com nomes soft como ONU ou G-8.
Os defensores do capitalismo afirmam que este é o sistema mais justo e aquele que oferece oportunidades de crescimento. Será o mais justo quando favorece tanta desigualdade e existe um sistema defensor da igualdade? Será o que oferece mais oportunidades num mundo em que os ricos ou os que têm mais conhecimentos são os que encontram maior facilidade de emprego?
Uma luta de classes é necessária urgentemente antes que o sistema capitalista engula o pouco orgulho que resta à população média. É necessário oferecer condições uniformizadas de escolaridade e de saúde a toda a população mundial. É necessário abrir a informação e permitir uma selecção justa. É necessário valorizar as culturas próprias e acabar com o culto do big Mac. O mundo está ligado às máquinas mas a solução não passa pela eutanásia. Para já!
td bm???????
pois eu xei k nao tenho vindo a net, nem dado noticias..
NAO TENHO MTO TEMPO... E A vida.!!! lool...
ah bigado pelos komentarios, mto ximpatiko o menino... lool.... =))...
beijo...
***td de bom..**